sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Cães farejadores de câncer e diabetes

           
  Certamente você já viu um cão farejando malas e bagagens no aeroporto, mas o que você pensaria de um cão cheirando seu corpo a procura de uma doença que pode ser fatal? Em janeiro de 2011uma equipe de pesquisadores alemães descobriram que, os cães conseguem detectar câncer de pulmão, apenas treinados com o ar de dentro das salas de pacientes com esta doença. Os cães na pesquisa conseguiram acertar 71% das vezes.
  Uma pergunta inconveniente fica no ar: não seria muito “maluco” achar que os cães poderiam cheirar você e encontrar um câncer? Talvez soe um pouco estranho, mas existe base científica. Pesquisadores belgas descobriram que o câncer produz substâncias bastante voláteis (que tem capacidade de evaporar) sendo possível treinar os cães com estas substâncias.
  Cientistas precisam de mais provas se realmente todo tipo de câncer libera substâncias voláteis, identificar que substâncias são essas, se essas substâncias variam dependendo dos estágios encontrados e se fatores externos provocam mudanças no “odor”. Quando isso acontecer, o plano primordial seria a criação de uma máquina com nariz eletrônico, mais potente que o olfato dos cães e com chance de erro praticamente nulo.

  Daisy é uma labradora dócil e amiga. Anda pelo centro de treinamento com sua jaqueta vermelha com o título “cachorro detector de câncer”. O treinamento da doce cadela de 7 anos é como qualquer outro: avança farejando cheiros e aromas e quando sente algo que deve sinalizar, pára e “informa”, recebendo um biscoitinho em troca.
  A responsável pelo treinamento da labradora Daisy, afirma que as pessoas se enganam achando que os cientistas pesquisam com cães julgando que eles são melhores que as máquinas. Já existem máquinas no mercado que conseguem “cheirar” objetos e identificar se existe ou não cocaína nas amostras coletadas. O que os pesquisadores querem de fato é reproduzir o que já existe em situações médicas, como a detecção de câncer, evitando métodos tão invasivos e dolorosos como ocorre em algumas biópsias.
  

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