
Os pobres correm mais risco de ter e de morrer de câncer do que as pessoas de poder aquisitivo mais alto na América Latina e nos Estados Unidos. Essa é a constatação de especialistas desses países, que se reuniram, neste mês em Guadalajara (México), no workshop Cancer Research in the Media, promovido pelo National Cancer Institute, dos Estados Unidos.
Segundo Ignacio Miguel Musé, diretor do Programa Nacional de Controle de Câncer do Uruguai, apesar de os países latino-americanos passarem por um momento de transição, caracterizado pelo aumento da expectativa de vida e diminuição da mortalidade por doenças infecciosas e bacterianas, o modo de viver dos mais pobres ainda é um fator de alto risco para se adquirir vários tipos de câncer.
A constatação se justifica pelo grande número de casos de tumores que são vinculados às condições socioeconômicas e que têm menor incidência em países desenvolvidos, de acordo com Musé.
Só em 2008, foram diagnosticados quase 13 milhões de casos de câncer e 7,6 milhões de mortes por câncer na América Latina, de acordo com o Globocan 2008, levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre a incidência e mortalidade por câncer no mundo. E em 2030, já se estima mais de 20 milhões de casos – 63,4% vindos dos países mais pobres da região.
Os mais comuns são o câncer de estômago, pela alimentação, de útero e de trompas, vinculados a vírus cancerígenos; câncer de bexiga, ligado a germes, e o de mama e de colo de útero, ligados a diagnósticos mais tardios, que chegam mais tarde a pessoas com menos recursos, ou que não tem como pagar o tratamento.
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